Como não gostar do vosso texto, velho/bom amigo e referência? Não há como não gostar, entendendo-se por gostar algo gostoso.
Não hei de comentar.
O fato de eu desconcordar com algumas tão sutis ideias que colocas no teu texto não poderá implicar em uma divergência: resultará em um respeitoso silêncio. Não poderei a-por a minha compreensão às tuas. Assim, aceito como o impossível presente qualquer divergência minha ao que, em data tão sublime e por motivos tão nobres, fez com que pegaste da pena. Vou apreciar o gosto. Não me fará mal.
Bem, como tranquilizador, para mim, está o fato de que talvez compartilhemos fins iguais. Poderia dizer, e seria tão doce como o ósculo -obviamente metafórico pois sabes bem dos meus pendores machistas - a que tão oportunamente te reportas, que eu concordo. Mas talvez não tenhamos a mesmíssima coisa como o fim. Não é nem que eu pense/deseje/almeje alguma coisa muito próxima do que tu, na vossa deduzível organização linguiístico-racional: pensamos as mesmas coisas.
O desarcordo talvez ganhe força quando eu passo a crer que os meios de compreender são importantes para a relação que teremos com o resultado do que procuramos.
Não, não concordamos com os meios e para mim os meios influenciam, constroem, determinam os fins.
Não concordamos nos meios nem nos fins. Nos comunicamos e não nos entendemos.
Mas você é o grande amigo que tenho.
Mas como disse, não comentarei. Li e gostei, mas você me preveniu que se tratava, como dizem os de além-mar, de uma partida, uma brincadeira.
Guardo minha viola para outra festa.
Dos dois que podem mandar lembranças... mando eu abraço à D. Bete, o Ariano te manda um conselho quanto ao cigarro. Você pode me mandar conselhos.
o amigo, Orsely Azevedo
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